A região ainda é abençoado por uma rica vida silvestre, por outro lado, as estradas são verdadeiros campos de extermínio.
Ambientalistas Brasil afora comemoram a aprovação do PL 466/2015, conhecido como PL da Passagem de Fauna, aprovado pela Câmara dos Deputados, em sessão realizada no dia 6 de maio/26.
Falando especificamente no entorno de Avaré, sede do Portal do Sudoeste Paulista, temos trechos críticos, famosos por atropelamentos de animais silvestres, como a SP-255, desde o trecho que passa pelo Rio Pardo onde cruza com a SP-280, até seu final na divisa com o Paraná.
Essa rodovia, devido sua extensão, também chamada quando de sua privatização de Rodovia dos Calçados, corta a região de norte a sul, sendo uma barreira fatal para a nossa fauna silvestre. Enfim, todas as rodovias do Sudoeste Paulista merecem atenção devido a ainda abundante vida silvestre que chama nossa região de lar.
“Esse é um passo histórico e extremamente importante para a proteção da biodiversidade brasileira. Todos os dias, incontáveis animais silvestres morrem atropelados em rodovias e vias urbanas, vítimas de um modelo de desenvolvimento que fragmenta habitats e interrompe caminhos naturais.” Comemoram os protetores da vida silvestre.
Para ter uma ideia do tamanho da carnificina, estima-se que cerca de 39.600 mamíferos de médio e grande porte sejam atropelados anualmente nas rodovias paulistas. Embora os números de SP sejam altos, o dado nacional é drasticamente maior.
O Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) da Universidade Federal de Lavras, estima que 475 milhões de animais silvestres morram atropelados nas estradas brasileiras anualmente.
Passagens de fauna, túneis subterrâneos, corredores ecológicos e outras medidas de mitigação salvam vidas, reduzem acidentes e reconectam ambientes que jamais deveriam ter sido separados. E agora, essa pauta avança oficialmente no país.
Vale ressaltar que essa conquista é resultado da mobilização de pesquisadores, organizações, técnicos, comunicadores e de milhares de pessoas que pressionaram, compartilharam e se recusaram a deixar a fauna invisível.
Fonte: Sudoeste Paulista