Operação Cerco Fechado da DIG/DISE prendeu 7 indivíduos com fortes suspeitas de integrarem uma organização criminosa.
Na manhã desta sexta-feira, 10, policiais civis da DIG/DISE deflagraram a Operação Cerco Fechado, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação que apura roubo qualificado ocorrido no mês de maio de 2025, em Itapetininga.
Na ocasião, as vítimas foram mantidas sob restrição de liberdade, mediante violência e grave ameaça, sendo compelidas à entrega de valores e ao fornecimento de acesso a contas bancárias, inclusive com a realização de transferências eletrônicas.
As investigações, consubstanciadas em intensos trabalhos de campo, pesquisas, afastamentos de sigilos telefônico e telemático, bem como no cruzamento de dados, possibilitaram identificar a atuação coordenada de diversos indivíduos, com indícios consistentes de prévia associação e divisão de tarefas, o que evidencia a existência de estrutura criminosa organizada.
Diante do robusto conjunto probatório, foram representadas medidas cautelares diversas, deferidas pelo Poder Judiciário, incluindo prisões preventivas e mandados de busca e apreensão domiciliar.
Em cumprimento às ordens judiciais, foram presas 7 pessoas, sendo 5 capturadas no município de Paranapanema, mais precisamente no Riviera de Santa Cristina XIII e 2 indivíduos — um casal — no município de Cerquilho/SP.
Apurou-se que, ao menos três dos detidos participaram diretamente do roubo praticado em Itapetininga, no qual as vítimas permaneceram sob o domínio dos agentes e foram submetidas a agressões físicas, circunstância que revela a acentuada gravidade concreta dos fatos e a elevada periculosidade dos investigados.
Durante a operação no Riviera Santa Cristina, alguns dos suspeitos que estavam em imóveis de alto padrão, conseguiram fugir.

Ainda assim, foi possível apreender, nos locais, diversos elementos indicativos da prática de crimes graves, dentre eles: substâncias entorpecentes, balança de precisão, valores em espécie, carregador de fuzil, anotações típicas de contabilidade criminosa, uma camionete Toyota Hilux e dois jet-skis.
Os elementos arrecadados indicam que o grupo investigado extrapola a prática isolada do crime de roubo, havendo fortes indícios de atuação estruturada e permanente, com possível envolvimento em outros delitos, notadamente tráfico de entorpecentes e crimes correlatos.
Diante desse contexto, além do roubo ora apurado, vislumbra-se, em tese, a configuração do delito previsto no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013, que define o crime de organização criminosa, disse a Seccional de Polícia Civil de Itapetininga. Como especulado, não houve mortes.
Fonte: Sudoeste Paulista